terça-feira, 7 de junho de 2011

Sorrindo



O sol já se escondia por trás da montanha lançando sobre a roça seus últimos raios, o Zé e o seu amigo Tonico voltavam pra casa na estradinha amarela poeirenta depois de um longo dia carpindo a lavoura de feijão:

_Zé cê já iscutô aquele ditado quis diz qui sorrir é o melhor remédio?

_Já mais num credíto nisso não, cê já viu cumprimido de risada? ou garrafada de riso?

_Não é isso não homi, eu vi no jornal que si a gente dá umas risada di vêis im quando faiz bem pra saúde.

Intão conte uma piada, si fô ingraçada eu dô risada da piada, si fô sem graça eu dô risada da sua cara.

_Ara! – bradou o Tonico, que já puchava na memória uma piada pra contar para o Zé:

Era uma veiz lá pras banda do grótão, perto do rio acima, nas terra do Zé Vermeio tinha um cabocrinho que morava cuidando das vaca leiteira do fazendero lá. Ele gostava de tomá uns mé e um dia foi na cidade e encheu o póte, parou na frente da igreja e começô a oiá pra cima, pra vê qui hora era, tava tão cachassado que num consiguia vê a o relógio.

Nisso passô um ôtro bêbado e preguntô:

-Qual é a dificuldade aí companheiro?

O cabocrinho expricó e o outro bêbado querendo ajudá começô a procurá o relógio da igreja.

Depois de uns deiz minutos sem oiando o outro bêbado oiô pro cabocrinho e pergunto:

-Cadê a igreja?

Num achei graça ninhuma


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