sábado, 11 de junho de 2011

Fazer o bem sem olhar para quem


Era o horário de almoço na movimentada rua do centro da cidade, pessoas dos escritórios da redondeza se amontoavam procurando um restaurante para comer. Wiliam era um deles e sua cabeça estava a mil, pensava na decisão que teria de tomar depois do almoço.

Poderia se dar bem e ser o próximo milionário da cidade, porém centenas de pessoas seriam prejudicadas, ou poderia ajudar centenas de pessoas, nesse último caso ele não ficaria milionário e embolsaria uma grana razoável. Que dúvida meu Deus! Entrou em um restaurante e pediu um lanche e na TV começava uma entrevista:

Estamos hoje aqui com o milionário do ramo de calçados o Sr. Santini, então pode nos contar como entrou nos negócios de calçados?

_Bom minha mãe sempre diziaque devemos fazer o bem sem olhar para quem, então eu tinha uma mania desde pequeno de limpar a praia que ficava próxima da nossa casa. Meus amigos diziam que eu não era lixeiro e que não devia limpar a sujeira dos outros mas eu sempre estava lá, catando todo o lixo até que a praia ficasse limpinha.

Em uma tarde de sábado depois de haver jogado bola com meus amigos na praia e me despedir deles notei que a praia estava imunda, naquele sábado havia feito muito sol e o povo compareceu em massa, comecei a limpar o lixo, quando estava passando no fim da praia vi algo brilhando, era um relógio da marca roléx, olhei em volta e não vi ninguém, guardei no bolso e terminei o serviço.

Naquele mesmo dia eu fui na delegacia para devolver e o policial que estava de plantão gozou de mim dizendo que eu era o cara mais estúpido que ele já tinha visto por devolver tão valioso achado, ainda rindo da minha cara chamou o delegado para compartilhar daquele momento.

O delegado ao chegar ficou com os olhos brilhando e disse que há cinco minutos atrás seu amigo de infância havia lhe telefonado quase chorando e contava que havia perdido seu roléx naquela tarde, mas não sabia onde. Com um telefonema o assunto foi encerrado e o relógio retornou ao dono que quis saber quem era aquele garoto de 17 anos que lhe devolvera seu relógio.

Gostou tanto do meu ato de honestidade que me convidou para trabalhar com ele, entrei como Office boy e hoje sou sócio da rede de loja que está presente no mundo inteiro.

Como minha mãe sempre dizia: Fazer o bem sem olhar a quem, foi esse lema que me trouxe até aqui.

A partir daquele momento Wiliam não teve mais dúvidas de qual seria a decisão que tomaria na reunião que teria dali a alguns minutos.


"Só o que faz bem ao homem pode fazê-lo feliz." (Santo Agostinho)

3 comentários:

  1. Edson alves dos santos20 de junho de 2011 00:17

    boa sorte no seu caminho da felicidade,mais saiba que não a outro caminha a não ser o caminho da cruz do calvario. Jesus te ama. vilson

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  2. Boa, gostei

    Otacílio

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  3. Muito bom, precisamos fazer o bem que ele volta pra você também.

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